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11 de Dezembro de 2018

Modelo de procuração ad judicia

Joao Lucas Sanches, Advogado
Publicado por Joao Lucas Sanches
há 9 meses
Modelo de procuração ad judicia.docx
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PROCURAÇÃO “AD JUDICIA”

Charlton Heston, brasileiro, divorciado, ator, portador de CPF nº xxx.xxx.xxx-xx e RG nº. xx.xxx.xxx-x SSP/SP, residente e domiciliada na rua Dr. Ben Hur Judah, nº. 58, Jardim Monte verde, São Paulo/SP CEP xxxxx-xxx, nomeia e constitui seu advogado (a) Dr (a)-______________________ OAB/__ nº xxx.xxx, com escritório profissional na Rua: ______________________________, a quem confere amplos poderes para o foro em geral, com a cláusula “AD JUDICIA ET EXTRA”, em qualquer Juízo, Instância ou Tribunal podendo propor contra que de direito as ações competentes e defendê-la nas contrárias, seguindo umas e outras, até final decisão, usando os recursos legais e acompanhando-os, conferindo-lhes, ainda poderes especiais para praticar todos os atos perante repartições públicas Federais, Estaduais, e Municipais, e órgãos da administração pública direta e indireta, bem como perante particulares ou empresas privadas, podendo confessar, desistir, transigir, firmar compromissos ou acordos, receber e dar quitação, receber citação, agindo em conjunto ou separadamente, podendo ainda substabelecer esta em outrem, com ou sem reservas de iguais poderes, dando tudo por bom, firme e valioso.

São Paulo, 14 de fevereiro de 2017.

________________________________________

CHARLTON HESTON

6 Comentários

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No meu simples entendimento, a finalidade especifica deve ser colocado ao final: "para os fins de propor ..." ou seja, todos os poderes descritos somente podem ser utilizados para a causa especificada neste final. Grato. Att. Dr. Osmar Elias de Oliveira, advogado OAB/SC 9506 continuar lendo

Já li cada caso cabeludo sobre a procuração “AD JUDICIA ET EXTRA” que, nunca a passaria à quem quer que seja.
Se eu estiver desnecessariamente alarmado e preocupado, peço orientação.

Grato. continuar lendo

Parabéns pela iniciativa... Algumas considerações:

PODERES ESPECIAIS: Estes somente são exigidos em dois casos: 1) No caso de autofalência; 2) Renuncia a quinhão herediário. Nos demais casos não há necessidade, apesar de alguns que não dominam a prática exigem que consta na procuração... Totalmente desnecessário.

OUTORGADO (S): Vejo aqui uma grande confusão. E cada dia mais. Com as sociedades de advogado é comum ver que a procuração é confeccionada assim (nomes são fictícios):

>> OUTORGADO (S): FUSTIGUNDO & ADVOGADOS ASSOCIADOS, sociedade de advogados, inscrito na OAB/SP sob o nº 000.000, CNPJ 00.111.222/0001-00, com sede na rua 35, nº 10, Centro, São Paulo/SP, neste ato representada pelo Dr. Fustigundo da Silva, OAB/SP 999.999.999, CPF 111.222.333-44, com endereço em São Paulo/SP.

Ao que se vê, os podres foram passados para "sociedade" de advogados, que NÃO TEM capacidade postulatória. Entendo que o CORRETO deveria ser assim:

>> OUTORGADO (S): Dr. Fustigundo da Silva, OAB/SP 999.999.999, CPF 111.222.333-44, com endereço sede na rua 35, nº 10, Centro, São Paulo/SP, integrante da sociedade FUSTIGUNDO & ADVOGADOS ASSOCIADOS, sociedade de advogados, inscrito na OAB/SP sob o nº 000.000, CNPJ 00.111.222/0001-00, com sede no mesmo endereço acima.

Neste caso, os poderes estão sendo passados para o advogado e indicando a qual sociedade pertence. Diferente é o caso do exemplo anterior. Tecnicamente, se o magistrado olhar bem, sempre que tivesse uma procuração no primeiro modelo, deveria MANDAR junta procuração nova. Mas juízes e tribunais, ignoram... Já vi caso de todo jeito, alertei o magistrado (ou estagiário?) e tudo continuou como estava. Adeus a boa técnica jurídica. Aos interessados, observem.

PODERES QUE O ADVOGADO NÃO QUER TER: Há poderes que o advogado uma vez tendo, pode facilitar a vida do magistrado ou da parte contrária, mas na verdade se o advogado não estiver em contato com o seu cliente, pode implicar em uma boa dor de cabeça. Por isso, tenho visto que muitos advogados tem RESSALVADO o fato de não ter poderes para alguns atos. Eis alguns deles:

O outorgado NÃO terá poderes para receber citação inicial e não terá poderes para ser intimado para o cumprimento de sentença (Art. 523 do NCPC), da penhora (art. 841, § 1º do NCPC), da alienação (art. 889, inciso I do NCPC), sendo que a intimação deverá ser na pessoa do (a) outorgante ou representante legal (se pessoa jurídica), sob pena de nulidade.

Penso que era isso. Abraços a todos. continuar lendo

Obrigado, Doutor.
Certamente foram valiosos apontamentos! continuar lendo

O problema com este tipo de procuracao e que ela da poderes demais para o advogado. Eu fico arrepiado quando tenho que assinar uma procuracao para um advogado.

Este tipo de procuracao permite ao advogado vender a sua alma, da sua mae e de seus descentes ate a oitava geracao.

Eu so dou procuracao muito especifica e com cabresto curto e ainda fico de cabelo em pe. continuar lendo